sábado, 19 de julho de 2014

Capitulo 1

A Invasão.

Reino de Severac - Palácio da família Lovato
A jovem princesa olhava angustiada pela janela de seu quarto. Daquele ponto ela podia ver todo o palácio, e tinha uma visão privilegiada da batalha que ocorria lá em baixo. Havia fogo, confusão, pessoas gritando e homens pulando muros, chegando cada vez mais perto. Não era a primeira batalha ao qual ela assistia, Severac, o Reino de seu pai já havia sido atacado muitas outras vezes, mais aquela era de longe a mais sangrenta de todas as batalhas e estava claro que não acabaria bem. Ela gostaria de poder ajudar, fazer algo pra impedir aquele massacre, mais sua única opção era assistir e esperar que terminasse logo.
Ela estava perdida em pensamentos quando ouviu passos se aproximando e então alguém tentando abrir a porta. Assustada ela pegou o primeiro objeto que viu sobre a mesa e o segurou com força, pronta pra atacar quem quer que fosse se tentasse lhe fazer mal. Mais quando a porta se abriu o alivio foi imediato, era apenas Henrie, um criado do palácio, soldado de confiança de seu pai.
__Graças a Deus__ ela suspirou aliviada largando o objeto e indo até ele__ Henrie, onde esta o meu pai?
__Temos que ir princesa__ o rapaz disse sem se dar ao trabalho de responder.
__Ir a onde Henrie? O que esta havendo? Onde esta meu pai?__ ela insistiu preocupada.
__Ele esta lutando princesa, defendendo seu Reino junto com os outros__ o jovem explicou__ ele me mandou aqui pra que a levasse pra um lugar seguro, temos que ir depressa, já invadiram o palácio, não demorarão a chegar aqui. Precisa vir comigo.
Henrie lhe estendeu a mão e sem pensar duas vezes Demetria a segurou, então ele começou a guiá-la pra fora dali. O Rei de Severac só tinha lhe dado uma ordem, proteger a princesa com sua vida e era o que Henrie faria, ele sabia que não havia muitas chances de vencerem aquela batalha, mais o Rei nunca desistiria, ele lutaria até o fim, como o homem honrado que era. 
Os dois correram pelos corredores do palácio, havia uma passagem secreta por onde Henrie levaria Demetria até um lugar seguro, só precisava encontrar o lugar certo. Demetria parou um instante, tirando os sapatos pra poder correr melhor, então continuaram, mas ao virar no corredor eles foram barrados por três homens.
__Henrie__ Demetria sussurrou assustada, enquanto os homens se aproximavam com suas espadas.
__Tudo bem princesa, eu lhe protegerei__ ele prometeu__ fique atrás de mim. 
Demetria deu alguns passos pra trás, e Henrie avançou pra cima dos três homens... Ele era um ótimo espadachim, o melhor segundo seu pai, mais os soldados de Murdor também eram e estavam em maior número. Ele derrubou o primeiro homem com um golpe certeiro no peito e o segundo com um corte na garganta que o fez sangrar até a morte. O terceiro homem lhe acertou um soco no rosto e lhe fez um corte na perna antes que Henrie enterrasse a espada em seu coração.
__Henrie, você esta bem?__ Demetria perguntou preocupada.
__Temos que continuar correndo princesa__ ele disse ignorando a pergunta__ não temos tempo pra... 
Ele parou de falar de repente, os olhos arregalados e uma expressão de dor preenchendo seu semblante... Demetria o olhou confusa, só entendeu o que havia acontecido quando Henrie despencou no chão sem vida, revelando bem atrás dele mais um cavaleiro, que o acertara por trás enquanto estava distraído... Demetria gritou horrorizada enquanto andava pra trás, se afastando dele.
__Venha cá princesa__ o homem disse sorrindo pra ela, a espada suja de sangue brilhando__ vamos conversar. 
__Fique longe de mim__ ela ordenou.
Demetria se virou, dando as costas ao homem e começou a correr da mesma direção de onde viera antes, ela sabia onde ficava a passagem secreta e se conseguisse chegar até lá estaria segura, mais quando virou novamente no corredor esbarrou em outro homem e caiu sentada no chão. Era tarde pra correr, eles haviam invadido o palácio, estavam por todos os lados e eram muitos, ela era só uma mulher e não podia com eles. 
__Indo a algum lugar princesa?__ o homem que matara Henrie perguntou sorrindo. 
__Se afastem de mim__ ela gritou desesperada, se arrastando no chão, mais não tinha pra onde correr, estava cercada.
__O que fazemos com ela?__ o outro homem perguntou, seus olhos a analisando.
__Vamos levá-la ao nosso senhor, ele vai saber o que fazer__ respondeu com um sorriso que fez Demi ter calafrios. 
Ela tentou fugir, mais os dois homens a seguraram cada um por um braço e começaram a arrastá-la. Demetria gritou, chorou desesperada, mais era em vão. Ela reconhecia o caminho por onde os homens a estavam levando, e teve ainda mais certeza quando eles pararam diante das enormes portas douradas que selavam a sala do trono de seu pai.
Havia dois homens de guarda na porta, mais não eram soldados de Severac ela sabia... As roupas escuras e os rostos sombrios eram obviamente de soldados de Murdor, eles tinham tomado até mesmo a sala de seu pai. Ela se perguntou onde ele estaria agora, só esperava que estivesse seguro. Os guardas abriram à porta e os dois homens continuaram a arrastando pra dentro do salão. Quando estavam lá dentro a soltaram de qualquer jeito no chão, fazendo-a cair ajoelhada atrás de um homem que estava em pé de frente pro trono de seu pai. 
__Senhor__ um dos guardas chamou.
O homem se virou, mais Demetria não pode ver quem era, ele usava uma enorme capa preta que cobria suas roupas e estava com um capuz cobrindo seu rosto. Mais uma vez aqueles calafrios... Ela não sabia quem ele era, mais se tivesse que chutar diria que vestido daquele jeito parecia à própria morte. 
__O que é isso?__ ele perguntou, a voz fria como gelo.
__Demetria__ um dos guardas disse, o tom de deboche que usara quando falara com ela tinha sumido, agora só havia respeito e talvez... Medo__ a princesa de Severac senhor, a encontramos no corredor, estava tentando fugir.

Ele ergueu a mão e abaixou o capuz que cobria seu rosto, mais mesmo assim não era possível saber quem ele era... Tinha um pano amarrado em volta do rosto como uma máscara, cobrindo o nariz e a boca, como bandidos usavam. Só era possível dizer que tinha a pele morena, os cabelos eram negros como a noite e os olhos azuis como o céu... Tão azuis que era possível se perder se olhasse por muito tempo, mais Demetria desviou os olhos incomodada, ela não gostara do que vira ali... Apenas frieza e amargura. 
__O que fazemos com ela senhor?__ perguntou.
__Levantem-na__ ele ordenou. 
Os dois guardas agarraram Demetria pelos braços e a puseram de pé num único movimento... Ela se encolheu quando o homem do capuz chegou mais perto, a analisando dos pés a cabeça. Desde os cabelos negros, que lhe caiam pelos ombros soltos, com algumas tranças, até o longo vestido azul, as jóias que usava e parou em seus olhos... Lindos olhos castanhos, vermelhos pelas lágrimas e assustados, temendo o futuro.
__Nosso Rei vai gostar de conhecê-la__ ele sussurrou__ vamos levá-la conosco e deixar que ele decida o que deve ser feito dela. 
__Sim senhor__ eles concordaram.
__Não__ ela protestou tentando se soltar das mãos deles__ me larguem... O que fizeram com meu pai? Onde ele esta?
__Façam-na calar a boca__ ordenou irritado e lhe deu as costas__ onde ele esta?
Fez-se um silencio desconfortável enquanto os homens se entreolhavam nervosos, todos parecendo assustados.
__Eu fiz uma pergunta__ repetiu lentamente como se falasse com crianças__ onde ele esta? 
__Tivemos um pequeno problema senhor__ um dos homens respondeu, claramente desconfortável__ ele conseguiu fugir.
__Como assim conseguiu fugir?__ questionou irritado__ ele estava preso, eu mesmo me certifiquei disso... Deixei você vigiando ele, como aquele velho conseguiu fugir? 
__Ele enganou a mim e a meus homens... Não consegui segurá-lo a tempo senhor, sinto muito.
__O Rei Klaus ordenou que não o matássemos, ele disse que queria ver o Rei de Severac, queria que o levássemos até ele... O que devo dizer agora? Que um de meus homens o deixou escapar porque é um incompetente? 
__Senhor, eu sinto muito__ ele gaguejou nervoso__ foi um acidente e...
__CALE A BOCA__ gritou exaltado erguendo a espada e apontando pro pescoço do rapaz que estremeceu.
Demetria que assistia a tudo entendeu que eles falavam de seu pai... O tinham capturado, mais ele fugira, será que estava bem?
__O que fizeram ao meu pai?__ ela voltou a perguntar__ e minha mãe... Porque estão fazendo isso?
__Pensei que tivesse mandado você calar a boca dela__ murmurou zangado.
Os dois homens seguraram Demetria com mais força e um deles tapou sua boca pra que ela parasse de falar. 
__Você vai sair da minha frente agora e vai procurar aquele velho em todo lugar__ ordenou irritado__ e é bom que você o encontre ou não vai gostar do que vou fazer com você... Só volte aqui quando tiver o encontrado, e você tem até o amanhecer.
O homem concordou com um breve aceno de cabeça, os olhos fixos no chão. 
__O que esta esperando? Vá logo__ gritou e só então ele e seus homens saíram do salão. 
Ele se virou novamente e viu que seus homens ainda estavam ali segurando Demetria.
__Tirem essa mulher da minha frente__ ele ordenou__ prendam-na em algum lugar até a hora de irmos e é bom que não a deixem fugir também ou vão se arrepender profundamente... Vão, andem logo com isso. 
Sem dizer uma palavra os guardas arrastaram Demetria pra fora do salão e a prenderam em um dos quartos pra esperar que seu senhor mandasse buscá-la. Demetria se sentou no chão e começou a chorar, estava com medo do que fariam com ela, com medo de que tivessem ferido seus pais. A imagem de Henrie sendo morto invadiu sua mente e ela teve medo que fosse esse o seu destino e de sua família... Era o fim do Reino de Severac, e ela não podia fazer nada pra impedir.

Aprisionada
As horas pareceram se arrastar enquanto Demetria esperava pelo amanhecer. Trancada naquele quarto ela ainda podia ouvir os sons da batalha lá fora, os gritos e todo o povo de Severac sendo subjugado, seu Reino estava acabado, seu pai desaparecido, só esperava que ele tivesse conseguido mesmo fugir e que não o encontrassem, pelo menos ele estaria seguro. 
A princesa já estava se deixando levar pelo sono quando dois guardas entraram no quarto e sem dizer uma palavra a arrastaram pra fora. Ela chegou a pensar que a levariam de volta a sala do trono, mas ao invés disso a carregaram pra fora do castelo, sem muitos cuidados, o povo de Murdor era formado por bárbaros e assassinos, nenhum dele tinha educação ou um pingo de classe. Quando chegaram do lado de fora Demetria pode avaliar mais de perto a extensão dos estragos. Casas estavam destruídas, outras pegavam fogo, havia corpos de soldados e também de inocentes espalhados pelo chão, até mesmo crianças, aqueles porcos matavam qualquer coisa que se opusessem a eles, Demetria teve vontade de vomitar ao avistar tanto sangue mas se recusou a demonstrar sua fraqueza.

__Coloquem ela na carroça__ aquele homem estranho que mantinha o rosto coberto e parecia ser o comandante dos soldados ordenou e observou sem emoção naqueles olhos azuis enquanto arrastavam a princesa até uma carroça, onde haviam montado uma espécie de gaiola e a trancaram lá dentro__ talvez levá-la como brinde ao nosso Rei o impeça de matar todos vocês imprestáveis por terem deixado o velho comandante desse lugar fugir. Torçam pra que ele esteja de bom humor.
Apesar da situação Demetria sorriu ao ouvir que não tinha conseguido capturar seu pai.
__Meu pai vai caçar e matar cada um de vocês bárbaros__ ela murmurou enojada__ se tem amor a suas vidas, deveriam me soltar e fugir, pois ele virá atrás de vocês e não os perdoará se me matarem.
Os soldados riram das palavras da moça.
__Oh princesa, estamos mesmo contando com o fato de que seu pai virá atrás de você__ um dos soldados disse__ e ai quando ele aparecer, nós faremos o mesmo que fizemos com todo o resto desse seu povo esnobe, vamos arrancar a cabeça dele.
__Nunca vão conseguir matá-lo, ele virá me salvar.
__Chega dessa discussão inútil__ o comandante ordenou__ preparem os soldados pra partir e deixe o resto dos homens de guarda na cidade até segundas ordens, se alguém dessa cidade tentar fugir ou lutar, mate__ e então se virou pra Demetria__ e você princesa, fique bem quietinha e obedeça, pois é isso que acontece a quem desobedece ou desafia o Rei de Murdor.

Ela olhou pra onde ele apontava e conteve o pavor ao ver o corpo de um soldado pendurado na forca já sem vida, ela notara que era um dos soldados de Murdor, o mesmo que anunciara o sumiço de seu pai mais cedo. Lembrou-se das palavras daquele homem cruel mais cedo, e de como prometera punir o soldado se ele não trouxesse o Rei de volta. Se eles faziam isso com os próprios homens, o que não fariam com alguém como ela? 
__O aviso está dado__ ele murmurou e então lhe deu as costas, montando em seu cavalo negro e assumindo a dianteira do grupo, gritando ordens para seus homens. 
Quando a carroça começou a se mover e se afastar da cidade os olhos da princesa se encheram de lágrimas. O que seria feito dela agora? Estaria condenada a morte ou a algo pior? Será que seu pai estava mesmo vivo e apareceria para salvá-la? E seu noivo Alex, o que teria acontecido com ele na confusão? Eram tantas perguntas e ela estava tão assustada, mas não havia nada que pudesse fazer a não ser esperar e rezar pra que tudo se resolvesse, sua família não a abandonaria, eles apareceriam para socorrê-la e ela ficaria bem, pelo menos era nisso que queria acreditar. 


Fim do Capítulo

terça-feira, 1 de julho de 2014

EU DE VOLTA/ASSUNTO MEGA,ULTRA,POWER IMPORTANTE/SURPRESAS

                    I'M BACK BITCHES

Eu to de volta galera depois de muito tempo afastada depois de tantos problemas na minha vida eu to de volta,gente eu percebi que esse blog me deixava feliz e por estar atrás dessa felicidade que eu voltei,bom eu sei que muita gente não vai ler esse post e muitas me abandonaram :( mas espero que não.sem mais delongas assunto importante, vou voltar a postar fanfics aqui (ahhhhhhhheeee para ninguém ta ligando) e não são fanfics legais são MEGA LEGAIS talvez uns conheçam outros não mas tudo bem  como o orkut vai explodir kk eu vou estar encarregada de postar algumas das webs da cacau \o/.Por isso eu vou fazer um tipo de votação dai vocês decidem okay?! espero mesmo que não tenham me abandonado.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Capítulo 2 – O Mundo Vai Girar

- Nathan, acorda por favor... – Savanna cutucava o irmão, que ainda dormia.
- Hoje não... – Murmurou Nathan, que ainda dormia.
Savanna respirou fundo.
Ela abriu as cortinas do quarto do irmão, fazendo-o remexer na cama, cobrindo os olhos.
- Porra Savanna! – Ele disse mal humorado – Hoje é sexta-feira!
- Exatamente! Você precisa me ajudar, Nathan! Não quero que só a mãe cuide de minha festa! Eu quero ajudar, entende? – Savanna dizia, sentando-se na beirada da cama do irmão.
Nathan destampou os olhos e olhou incrédulo para a irmã.
- Você não me acordou por isso foi? – Ele perguntou sério.
Nathan era o irmão perfeito, mas era a pior pessoa do mundo quando acordava.
Ainda mais, quando era acordado.
- Foi... – Savanna disse, sorrindo feito criança.
- Ah mano, vai se ferrar! – Nathan disse, estressado, entrando no banheiro.
Ele começou a xingar alto, e Savanna contou até dez mentalmente. Ela já conhecia o irmão.
Ele a xingaria alto, depois ele a olharia no fundo dos olhos e ela faria cara de vítima.
Arrependido, Nathan a abraçaria e diria que nunca mais falaria com ela daquele jeito, fazendo em seguida o que a menina quisesse.
Nathan Meester é uma pessoa totalmente previsível.
- ...Liga pra Hanna, vem falar sobre festa comigo?! Comigo?! – Ele resmungava.
Savanna cantarolava baixinho.
Ela ouviu o barulho de Nathan cuspindo na pia, e o barulho de descarga.
Ele saiu do banheiro, e olhou pra irmã, que encarava o chão.
Nathan sentiu o coração apertar.
Savanna olhou para o irmão, que olhou no fundo de seus olhos. Ele era um monstro.
Pelo menos, era isso que S. queria que ele pensasse agora. 


- S.? – Nathan chamou.
- Hum... – Savanna fazia-se de vítima.
Nathan sem demoras, a abraçou.
- Desculpa, eu nunca mais falo assim com você! O que você queria conversar comigo? Perdão... – Ele pedia arrependido.
Savanna riu.
- Eu quero que você me ajude com a festa! Não quero deixar somente nas mãos da mãe! – Ela dizia.
- Uhum... – Nathan compreendeu – E o que você tem em mente?
Savanna sentou-se na cadeira da escrivaninha de Nathan, enquanto o menino sentou na cama.
- Eu pensei em inovar, sabe? Todas minhas festas são iguais... Eu pensei em ter alguma banda tocando... – Savanna mostrava suas idéias, maravilhada.
- Ah, boa... – Nathan realmente tinha gostado – Mas, que banda?
- Eu não queria nenhuma banda famosa... Eu queria uma banda que ninguém conhecesse... – Ela dizia, olhando para algo que Nathan não conseguia ver. – Eu queria... Uma banda de garotos tipo... Você! – Ela disse, certa.
- Eu? – Nathan apontou a si mesmo – Savanna, menos, bem menos!
Savanna ficou de pé, e deu um gritinho.
- É ISSO! – Ela disse sorridente – Nathan, você não me disse que tem uma banda, escondido do pai e da mãe?
- Banda de garagem Savanna, a gente toca só por diversão... – Nathan explicava.
- E daí?! Vocês poderiam tocar na minha festa! – Savanna adorava mais a idéia a cada palavra.
- Savanna, sem chance! – Nathan disse sério.
- Aaah... – Ela fez bico.
Nathan detestava o fato de ser tão influenciado pela irmã mais nova.
Ele fazia tudo o que ela queria.
- Tá Savanna, tá bom! – Deu-se por vencido – Mas você fica me devendo uma!
- Eu te amo, Nathan! – Ela disse, jogando-se em cima do irmão, que riu.
- Mas oh, nossa banda toca rock... E não temos músicas próprias... – Nathan explicava.
- Tudo bem! Não tem o menor problema! – Savanna dizia – Então, converse com os outros integrantes... Já tenho a minha banda! – Ela disse feliz.
Nathan riu. Ele amava ver a irmã feliz.
- Era só nisso que você queria que eu ajudasse? – Perguntou .
- Não. Bem, lugar, decoração e tema, a mãe já resolveu, tanto que o salão já está todo arrumado. Já arrumei a banda, os convites foram entregues na semana passada... – Savanna dizia mais a si mesma, do que à Nathan – Bem, acho que agora falta apenas minha roupa... Nathan, eu preciso estar perfeita! – Ela dizia preocupada.
Nathan riu.
- Savanna, você já é linda. Sem drama, ok? Aliás, qual vai ser o tema da sua festa?
Savanna sorriu.
- Máscaras! Baile de máscaras! E o tema... Vai ser meio que cabaré, entende? – Ela sorriu encantada. Mas seu sorriso murchou - É sério Nathan! Eu sou a aniversariante, preciso estar linda, ofuscar qualquer outra garota presente! E... Você pode me ajudar!
- Ah não, compras não! – Nathan disse sério.
- Por favor... – Savanna fez o maldito biquinho de novo.
- Tá Savanna! – Mais uma vez, deu-se por vencido – Deixa eu me trocar então! Me espera lá em baixo!
- Ok! – Savanna saiu do quarto do irmão saltitando.
Nathan era o melhor irmão do mundo, fato.

- Alex... Que surpresa! – Hunter disse, ao deparar-se com o amigo, parado no meio da sua sala.
Hunter estava com o rosto um pouco amassado, porque ainda dormia quando Alex chegou.
A empregada o acordou, avisando que tinha um amigo o esperando na sala.
- Desculpa te acordar cara... Mas é que eu precisava conversar com alguém, e você foi o primeiro que me veio a mente. – Alex disse, visivelmente aflito.
Hunter arqueou uma sobrancelha e sentou no sofá, fazendo sinal para que Alex fizesse o mesmo.
- O que houve? – Perguntou.
Alex respirou fundo.
- É a Savanna...
Hunter respirou fundo. Odiava quando Alex pedia conselhos sobre Savanna, a ele.
Por Hunter e Alex serem tão amigos, Hunter sabia tudo o que se passava no namoro dos dois.
As vezes ele preferia não saber, mas também, tinha coisas que valiam a pena.
Saber que Savanna continua ‘intocável’ é uma delas.
- Você vai terminar com ela? – Hunter perguntou, escondendo aquela gota de esperança que ele tinha.
Seria uma coisa boa, Alex terminar com ela.
Alex riu.
- Não, não mesmo. – Ele disse sério.
Hunter respirou fundo. Não foi dessa vez, McQueen.
- Então o que foi? – Perguntou.
Alex respirou fundo. A empregada dos McQueen estava na sala, servindo o café na mesinha de centro.
- Eu... Eu acho que a Savanna... Sei lá, ela anda muito distante, sabe? – Ele começou.
- Como assim distante? – Hunter pegou uma das bolachinhas da bandeja.
Savanna distante com Alex? Até que não parecia ser ruim.
Hunter era um cretino – segundo ele próprio. Alex é seu amigo.
Que tipo de amigo ele era?
O tipo de amigo que é apaixonado pela namorada dele.
- Sei lá... Tipo, quando estamos sozinhos, ela é a melhor namorada do mundo sabe? Fazemos de tudo, menos aquilo... – Alex contava.
- Hum... – Hunter ouvia, enquanto pegava outra bolachinha.
- Mas, quando estamos com outras pessoas... Ela fica distante, sabe? Ela fica aérea ao que eu falo, parece que ela não fica confortável comigo, entende? – Alex dizia, pegando uma xícara de café.
Ele deu um gole e devolveu fazendo careta. Ele odiava café.
- Outras pessoas? Quem por exemplo? – Hunter perguntou, e pegou outra bolachinha.
Cara, aquelas bolachinhas eram boas!
- Ah... – Alex pareceu pensar por um momento – Geralmente, vocês.
Hunter rolou os olhos e riu.
- Alex! Claro que ela vai ficar mais ‘na dela’ quando está perto do irmão, do primo e de um amigo da família! – Hunter dizia como se fosse a coisa mais óbvia da família.
Alex entortou a boca.
- Não sei não...
- Alex, deixa de ser inseguro, deixe esse papel com ela! Ela te ama, cara! – Hunter dizia aquelas palavras que o machucavam – Você acha que se ela não te amasse, ela estaria a dois anos com você?
Alex sorriu de lado.
Porém, esse sorriso desapareceu.
- Dois anos, e nunca transamos... – Ele disse.
- Alex, desde quando sexo é prova de amor? – Hunter perguntou sério.
- É prova de confiança. – Alex disse.
- Cala a boca! – Hunter disse rindo – Eu fico com garotas que nunca vi na vida, e quando transo com elas não é porque as amo ou confio nelas. É porque eu senti vontade.
- Mas... Ah... – Alex estava confuso.
- Alex, deixa disso cara! Ela te ama, dá pra ver! – Hunter dizia. – Pára de colocar merda na sua cabeça e curte a namorada que tem!
Alex sorriu. Hunter era o melhor cara pra isso.
- Tem razão...
- Claro que tenho razão! – Hunter disse. E mais uma bolachinha. – Vai procurar um presente pra ela, vai. Amanhã aquela coisa faz dezessete anos, mais precisamente no domingo, mas enfim, a festa é amanhã! – Hunter riu da própria confusão - E sabemos como ela é enjoada para presentes...
Alex riu ao ver como Hunter se referia a prima.
- Ok... – Alex ficou de pé – Valeu Hunter... Eu fico confuso, entende? Obrigado por me ouvir!
Hunter ficou de pé, e deu tapinhas nas costas de Alex.
- Que isso! – Ele respirou fundo – Ela te ama, só pensa nisso.
Alex sorriu e assentiu com a cabeça, ele estava se virando para ir embora, quando sentiu o celular vibrar.
Resolveu atender ali mesmo.
- Oi? – Ele atendeu – Aham... Pode falar mãe. – Hunter apenas ouvindo – Como assim? Mãe tem a festa da S. e... Ah... Ok, Beleza, eu converso com ela... Tá, tá. Outro. – Desligou.
Alex jogou-se no sofá novamente.
- O que houve, cara? – Perguntou Hunter.
Alex respirou fundo.
- A minha tia, da França... Tá mal, cara. Não passa desse final de semana... E minha mãe quer que eu vá pra lá com ela... Pra vê-la antes dela morrer... – Alex disse desanimado.
- Oh, meus pêsames. – Hunter adiantou.
Alex deu de ombros e levantou-se.
- Bem, vou avisar a S.... Antes vou ver se passo na joalheria, comprar algo pra ela... Enfim, valeu Hunter! – Alex acenou.
- Vai lá cara, boa sorte. – Hunter disse, sem se mexer.
A empregada o levou até a porta, e Hunter voltou a sala e continuou comendo suas bolachinhas.
Ele olhou para a porta e respirou fundo. É, Savanna o amava, por qual outro motivo ela ficaria com Alex por dois anos?
Hunter nem podia imaginar.

- Nathan, decida-se! É o sétimo vestido que eu coloco e você diz que ficou maravilhoso! – Savanna dizia, olhando-se no espelho com um vestido vermelho.
- Mas é que você fica linda em todos... – Nathan irmão coruja Meester, disse.
S. mandou um beijo ao irmão, e continuou se olhando.
Nathan rolou os olhos, e viu que o celular da irmã tocava.
- S., tá tocando! – Nathan disse, apontando o celular.
- Atende. – Savanna disse, entrando novamente no provador.
Ele não olhou no identificador, e atendeu.
- Alô? – Ele disse.
- Nathan? – Uma voz familiar disse do outro lado da linha.
Nathan sorriu involuntariamente. Já estava com saudades.
- Hanna! – Ele disse alegre – Hei menina, como está?
Ele ouviu a menina rir.
- Bem, na medida do possível... E você? – Ela perguntou.
- Bem! – Respondeu animado – E aí, volta quando? – Ele prolongou a conversa.
- Era sobre isso que eu queria conversar com a S.... Acho que não vou voltar a tempo da festa... – Hanna disse, visivelmente chateada – Aliás, onde está?
- No provador. Está experimentando o oitavo vestido... – Ele disse rindo.
Hanna também riu.
- Bem típico da Savanna. – Ela disse e Nathan concordou.
- Ah... Savanna vai ficar chateada de não ver você na festa... – Nathan disse.
Na verdade, ele ficaria mais chateado do que Savanna, mas isso não vem ao caso.
- E eu? – Hanna suspirou – Eu vou ver o que consigo fazer... Melhor não dizer isso a ela. Se eu conseguir voltar a tempo, passo na festa!
- Combinado! – Nathan sorriu.
Os dois ficaram em silêncio no telefone.
A menina respirou fundo.
- Bem Nathan, terei de desligar... Beijo. – Ela disse.
Nathan sorriu idiotamente.
- Outro. Até amanhã. – Ele disse.
Ouviu Hanna rir, e desligou o celular.
Nathan já não conseguia mais disfarçar, era completamente apaixonado por Hanna, melhor amiga da irmã.
Ela também gostava de Nathan, Savanna sabia disso, mas a pedido da amiga, nunca contou ao irmão.
Savanna não entendia porque eles não estavam juntos, já que se gostavam.
- Quem era? – Savanna perguntou, agora vestindo um modelo branco.
- Hanna. – Nathan sorriu.
- Ela vem? – S. perguntou animada. Sua amiga tinha que estar em sua festa!
- Não... – Nathan disse chateado.
- Droga. – Savanna reclamou – Bem, e este? – Apontou para o vestido que usava.
- Prefiro o anterior, mas esse ficou lindo também! – Nathan disse.
Savanna rolou os olhos e voltou para o provador.
A ligação de Hanna serviu como estimulante para Nathan, do contrário, ele não teria paciência de esperar Savanna provar mais quinze vestidos.

Mais ou menos duas horas depois Savanna tinha se decidido. Ficou com um modelo preto acima dos joelhos – bem acima dos joelhos, diga-se de passagem – e já sabia a máscara que usaria.
Nathan tinha aprovado o modelo, até porque se ele não aprovasse, Savanna não o levaria.
É, a opinião do irmão contava muito.
- Eu preciso de uma pulseira... E um colar! – Savanna dizia baixinho.
Nathan já estava exausto, e enjoado. Enquanto ele esperava Savanna, comprou três milk-shakes e dois Big Mac’s. Ele não era do tipo ‘adolescente saudável’.
- Você não vai comprar hoje, vai? – Nathan perguntou incrédulo.
Se ela demorou quase quatro horas pra escolher um vestido, Deus sabe quanto tempo ela demoraria pra escolher um colar e uma pulseira.
Savanna riu.
- Não, eu sempre ganho de presente do pai! – Ela disse sorrindo, imaginando as jóias que o pai compraria.
Para quem não a conhecesse, Savanna seria a perfeita adolescente fútil que não sabe como gastar dinheiro.
Quem a conhecia sabia que, ela foi criada assim e não tinha culpa.
- Então vamos, eu estou exausto cara! – Nathan disse, pegando na mão da irmã.
Savanna sorriu, e os dois foram em direção ao carro, que estava no estacionamento do shopping.
Eles dispensaram o motorista – Nathan detestava toda essa coisa de motoristas e limusines – e foram no carro de Nathan. Um modelo esportivo conversível.
Savanna – ao contrário do que pensavam – não se importava em desmanchar o penteado quando Nathan abaixava o capô. Adorava o carro do irmão por sentir o vento no seu rosto.
Ela sentia-se em um filme adolescente.
- Liga o som, Nathan! – Pediu.
Nathan não demorou e ligou. Estava tocando Sum 41. Savanna ergueu os braços e começou a cantar ‘Still Waiting’ aos berros.
Graças a Nathan, ela tinha bom gosto musical.

- Você canta pior do que a Marly! – Nathan disse rindo, referindo-se a cozinheira, quando chegaram em casa.
Marly sempre cantava Queen enquanto cozinhava. Parecia até que ela incorporava o Freddie Mercury. Nathan diz que já a viu dançando como o ex-vocalista.
- Não exagera! – Savanna disse, deixando a sacola com o vestido no sofá, e jogando-se nele.
Ela também estava exausta.
- Hei! – Alex voltava da cozinha, segurando um copo de capuccino.
Alex detestava café, mas gostava de capuccino.
- Alex? – Savanna perguntou surpresa.
Alex tinha essa intimidade. Quando ele ia à casa de Savanna e ela não estava, sempre a esperava lá.
Mais precisamente na cozinha, conversando com Marly.
- Amor, precisamos conversar... – Alex disse sério, sentando ao lado da namorada.
- Eu vou subir. Qualquer coisa, gritem! – Nathan disse, jogando as chaves do carro na mesinha de centro, e indo em direção a escada.
Savanna ignorou o irmão e olhou o namorado. Realmente Alex não parecia estar brincando.
- O que aconteceu? – Ela perguntou séria.
Alex respirou fundo.
- Houve um imprevisto e... Eu vou ter que ir pra França com minha mãe hoje... Ficarei o final de semana lá. – Ele disse sério.
- AH! – Savanna exclamou, desapontada.
Como assim seu namorado não estaria presente em sua festa de dezessete anos?
- Eu sei, eu também estou chateado... Parece que a minha tia, irmã do meu pai, está realmente mal. Meu tio acha que ela não passa desse final de semana. Minha mãe acharia desumano eu não ver minha tia antes dela... – Alex deu um gole em seu capuccino. Ele não conseguia terminar a frase.
Savanna sentiu o chão desaparecer.
Ok, não era pra tanto, mas pra ela, era!
Sabemos que ela não ama Alex, nem nada do tipo, mas ela gosta dele e... Queria que ele estivesse presente em um momento importante como aquele.
- Eu estaria sendo egoísta se pedisse pra você ficar... – Savanna disse depois de um tempo. Ela realmente ficou sensibilizada pela situação.
Alex deu um selinho na menina.
- Mas eu não esqueci do seu presente... – Ele disse sorrindo.
Savanna sorriu também.
- Alex, sua tia está morrendo e você se preocupa com presentes! – Ela disse sincera.
Viram só? Ela não é tão fútil.
- S., fica quieta! Você é minha namorada, e eu não faço mais que minha obrigação! – Ele disse sorrindo tirando de dentro do bolso do casaco, uma caixinha preta.
Os olhos de Savanna brilharam.
- Eu sei que a tradição é, seu pai lhe dar a jóia que você usa no seu aniversário mas... Como eu não estarei aqui, tomei a liberdade de comprar. – Alex disse, abrindo o estojinho preto.
Savanna ficou eufórica.
- Oh meu Deus! – Savanna olhou a jóia que o namorado comprara – É o colar Erickson Beamon! – Ela disse estupefata. [N/A: Sim meninas, o colar que o Chuck dá pra Blair no EP 8 :D]
Alex simplesmente sorriu, e o tirou da caixinha, colocando-o no pescoço da namorada.
- Eu... Eu não posso aceitar! – Ela disse sincera.
Alex deu um beijo na namorada.
- Sem essa! Eu comprei pra você! É pra compensar o fato de estar ausente no seu dia. – Ele sorriu – E esse colar foi feito pra você!
Savanna abraçou Alex com força.
Não era pelo fato de ter ganho uma jóia como aquela, e sim pelo fato dele se importar tanto com ela. Alex era perfeito, simplesmente perfeito.
- Eu te amo! – Ele disse mais uma vez, segurando o rosto da namorada nas mãos.
- Eu também! – Ela disse, e deu um selinho nele – Você é o melhor namorado do mundo! – Riu.
Alex sorriu e a beijou.
Beijaram-se durante vários minutos. Era como se Alex quisesse guardar o beijo dela, para aproveita-lo na viagem.
Porém, o beijo foi interrompido pelo celular do menino, que vibrava.
- Eu tenho que ir amor. – Ele disse sério, depois de ler a mensagem. Alex ficou de pé, e Savanna também – Mais uma vez desculpa e... Eu te ligo!
S. sorriu e abraçou forte o namorado.
- Obrigada. – Ela agradeceu.
Alex a beijou novamente e saiu da casa dela.
Savanna sentou-se no sofá sorrindo boba. Alex era perfeito.
Por que não conseguia gostar dele, como gosta de Hunter?
Ela pegou o vestido e o colar, e levou-os para seu quarto.
Amanhã seria seu dia. Com ou sem Alex.