quarta-feira, 27 de junho de 2012

Capítulo 7

Abriu os olhos rapidamente com a respiração pesada e encarou o teto branco. Por alguns segundos não teve coragem de se mexer, apenas esperou sua respiração se acalmar e tateou o sofá para ter certeza de onde estava. O perfume de Joe estava espelhado pela sala e ela se sentiu mais leve e segura. Sentou-se calmamente e viu Harte subir no sofá balançando o rabo animado.

- Bom dia, meu bebê. – Acariciou a cabeça do cachorro que se esparramou pelo sofá e se aconchegou em um canto macio.


Demi suspirou fechando os olhos por alguns segundos ainda podendo ver imagens do seu sonho vagarem por sua mente. Ela ainda podia ver a imagem clara de sua mãe e seu pai sorrindo para ela, antes de simplesmente sumirem, desaparecerem bem na sua frente.
Se levantou passando a mão pelo rosto da tentativa de espantar as lembranças do sonho e entrou no banheiro para tomar um banho rápido e acordar de vez.

- Hey, bom dia! – A menina sorriu vendo Joe entrar pela porta e Harte correu até ele abanando o rabo. Joe sorriu fraco sem falar nada e caminhou até a mesa da cozinha onde Demi tomava café, passou os dedos pela mesa fazendo desenhos abstratos e a menina o olhou sentindo o coração doer. Ela não gostava dessa sensação, e não gostava do silêncio assustador que havia se instalado no loft, nem mesmo Harte fazia barulho algum.


- O que aconteceu? – Ela perguntou baixo observando o café na xícara sem vontade alguma de tomar. Joe suspirou audivelmente fazendo a menina prender a respiração.


- O... seu pai. – Falou fechando os olhos fortemente. Demi o olhou sem entender, mas sentindo seu coração pesar. – Ele morreu. – Demi deixou um gemido baixo escapar por entre seus lábios e sentiu a dor no coração ficar ainda mais insuportável. Inconscientemente levou a mão até o peito e sua respiração ficou mais pesada.
Joe a olhou sentindo a dor da menina e segurou sua mão que ainda estava em cima da mesa. A outra mão dela continuava no peito, como se dessa forma ela pudesse fazer a dor parar. Seus olhos estavam vidrados na mesa branca da cozinha e seu rosto ficava mais pálido conforme os segundos passavam.
Joe deu a volta na mesa e parou se ajoelhando ao lado da menina.


- Eu sinto muito. – Falou baixo vendo que a menina não esboçava nenhuma outra reação, apenas continuava ali parada com a respiração pesada. Ele a puxou para seu peito e segundos depois, sentiu a menina se contrair e finalmente começar a chorar com o rosto enterrado na curva de seu pescoço.


- Eu tive um sonho hoje. – Demi começou a falar, sua voz saindo abafada. – Com meu pai e minha mãe, e eles sumiam bem na minha frente. Eu gritei por eles e tentei caminhar até onde eles estavam, mas eles tinham simplesmente sumido. – Afastou um pouco o rosto para olhar para o garoto em sua frente.


- Foi só um sonho, Dem. – Joe sorriu fraco segurando seu rosto. 


- Não, não foi só um sonho, Joe. Foi uma despedida. – Falou fungando enquanto secava as lágrimas que ainda caiam por seu rosto. – Foi minha ultima oportunidade de vê-los. E eles estavam felizes, sabe? Sorrindo e tudo. – Brincou com os dedos da mão tentando lembrar com mais clareza do sonho. Odiava o fato de nunca ter sido boa em memorizar sonhos, nem os bons e nem os ruins. Bastava uma misera horinha pra eles desaparecerem de sua mente, restando apenas alguns flashes aleatórios. 


- O enterro vai ser hoje à tarde. – Joe falou segurando em suas mãos. – Você quer ir? - Ela concordou balançando a cabeça.
Levantou-se da cadeira deixando o menino que ainda estava joelhado no chão e foi até o sofá se sentando e abraçando os joelhos com força, parecia que uma parte de seu coração havia sido arrancada. A segunda parte dele a ser arrancada, agora só restava uma. Olhou rapidamente paraJoe sentado na cadeira que ela ocupara segundos antes, seu olhar preocupado sobre ela e sua feição séria e triste. Qualquer coisa que a machucasse, o machucaria também. E vice-versa.

- Dem? – Joe perguntou num tom preocupado batendo na porta do banheiro.
Demi havia entrado para se trocar fazia quase meia hora, e aquilo já estava o deixando preocupado. Passara toda a manhã e o começo de tarde observando a menina deitada no sofá com uma expressão vazia no rosto. As lágrimas se acumulavam em seus olhos a todo instante, mas ela parecia disposta a lutar contra todas elas.
A porta do banheiro foi aberta revelando uma Demi com o rosto mais pálido que o normal e os olhos vermelhos. A observou em silêncio sem saber as palavras certas para acalmá-la, então apenas a abraçou sentindo a menina começar a chorar segundos depois.


- Você não precisa ir se não quiser. – Falou minutos depois enquanto a menina parecia chorar tudo que havia segurado durante àquelas horas. A ouviu soltar um gemido em negação e a apertou entre seus braços.
Alguns minutos se passaram até que a menina conseguisse se acalmar e seus soluços cessarem dando lugar para apenas algumas lágrimas solitárias que vez ou outra caiam por seu rosto.


- A gente pode ir agora. – Ela falou saindo do banheiro depois de jogar uma água no rosto e constatar que nem maquiagem iria melhorar seu rosto pálido e sem vida. Mas foda-se, ela tinha acabado de perder o pai, tinha todo o direito de parecer um cadáver ou que fosse.
Joe pegou sua mão entrelaçando os dedos no dela e saíram de casa em silêncio. E assim foi todo o caminho até o cemitério. Ficou em dúvida se ligava o rádio, mas achava que uma música lenta aumentaria o clima melancólico, e uma música pesada faria a tensão aumentar ainda mais. Optou por deixar que o barulho da cidade fosse a única coisa a ser ouvida no carro.
Demi saltou do carro apertando o sobretudo em seu corpo, o vento gélido naquele momento lhe parecia tão inconveniente e incomodo quanto o barulho de seus passos pelo chão de pedras do cemitério. Procurou pela mão livre de Joe que em segundos se juntou à sua com os dedos entrelaçados, estava sem a menor vontade de ter que ficar com elas dentro do bolso para esquentá-las.
De longe avistaram algumas pessoas em silêncio enquanto um padre dizia algumas palavras que por causa da distância eles não conseguiam ouvir.Joe fez menção de se aproximar, mas sentiu a garota rígida ao seu lado, o olhar perdido em algum lugar à sua frente e a respiração que por vezes parecia falhar. A observou em silêncio e percebeu que ela não sairia dali, ela não conseguiria se aproximar mais. Alinhou-se ao lado dela e apertou carinhosamente sua mão sentindo-a corresponder da mesma forma.
Uma mulher os observou de longe e fez um breve aceno para Joe, ele acenou uma vez com a cabeça reconhecendo a senhora Wayne. A mulher olhou Demi que continuava com o olhar perdido e voltou sua atenção para o padre.
Os minutos já pareciam horas e Demi achava que a qualquer momento suas pernas poderiam ceder. Sentia seu nariz doer por causa do frio, mas ela não conseguia se mexer, não queria se aproximar mais e não queria ter a confirmação de que, se não fosse por Joe, nesse momento ela estaria sozinha no mundo.


- Vem comigo. – Os lábios de Joe em seu ouvido a acordaram e foi como se milagrosamente suas pernas tivessem ganhado vida novamente. Ele a puxou pela mão fazendo-os contornar o amontoado de pessoas que se encontravam por ali e subiu uma rampa e alguns degraus desgastados.
Demi observou de cima de um pequeno morro que dali podia ver perfeitamente o caixão de seu pai apesar da distância. Observou o rosto calmo deJoe se perdendo por alguns segundos nos olhos dele que pareciam mais claros e transparentes que o normal. Ele beijou sua testa e a colocou na frente dele a abraçando pela cintura sem deixar qualquer mínima distância entre eles.
O caixão começou a descer e os dois observaram em silêncio algumas pessoas se aproximarem e jogarem flores no grande buraco que havia ali. Por alguns segundos a menina desejou que alguém também jogasse flores no espaço vazio que ficara em seu coração, talvez não doesse tanto.



# Flashback (11 anos antes)

- Pai pai, pai! – A menina pulava animada em volta do homem que sorria vendo sua pequena gargalhar. – Posso chamar o Joe? – Ela falou com os olhos brilhando. Como se ela aceitasse ir para algum lugar sem ele, mesmo que fosse o quintal de casa.

- Claro que pode, minha princesa. – Ele a carregou e pegou o telefone discando rapidamente o numero da cunhada. – Você fala! – Entregou o telefone para a criança vendo-a concordar freneticamente. 


- Joe? – A excitação na voz da menina fazia o homem rir. – Eu e o papai vamos acampar no jardim de casa, mas só vai ser legal se você vier. – Qualquer pai se perguntaria o que havia de errado para a filha falar aquilo, mas quem conhecia Demi e Joe sabia que para eles não havia diversão se não estivessem juntos. Os dois pareciam não funcionar se estivessem separados, era como se não conseguissem se sintonizar sem a presença um do outro.
Minutos depois a menina desligou e sorriu para o pai.


- Ele vem! – Falou sem conseguir conter a animação. O pai a colocou de volta no chão e ela correu escada a cima enquanto ia gritando pela mãe.

Demi mordeu o torresmo fazendo uma careta ao sentir sua língua queimar. O menino seu lado riu assoprando seu próprio torresmo e depois tirando um pequeno pedaço apenas para constatar se estava em uma temperatura que considerava comestível.

- Crianças, não comam muito porque pode não fazer bem a vocês durante a noite. – O homem falou sorrindo observando a filha e o sobrinho concordarem.
Joe ajeitou a manta que cobria seu corpo e o de Demi fazendo com que os dois ficassem mais próximos e se aquecessem mais. A pequena fogueira já estava se apagando e o calor que emanava não era mais suficiente para proteger as três pessoas do lado de fora da casa.
Duas barracas estavam logo ao lado das crianças, uma menor e uma maior para que o pai de Demi coubesse. 


- Sabia que se você passar o dedo rápido pelo fogo não vai queimar? – Joe falou sorrindo e se aproximou um pouco mais da fogueira passando o dedo pela chama baixa.


- Não! – Demi falou se assustando e ele riu.


- Não queima, Dem. – Falou tranquilamente passando novamente o dedo. – Quer tentar?


- Não, tenho medo. – A menina falou com sinceridade fazendo o pai sorrir. Ele apenas observava as duas crianças enquanto lia um livro distraidamente. 


- Eu não ia pedir pra você tentar se soubesse que vai te machucar. – Joe a olhou um pouco magoado por ela ter duvidado. 


- Tem certeza? – Perguntou ainda incerta e viu o menino concordar sorrindo.

Demi se aproximou um pouco mais da fogueira e Joe pegou sua mão fazendo com que seu dedo passasse rapidamente pela chama. A menina fechou os olhos com força e ele riu.

- Já passou? – Ela abriu um dos olhos e viu o menino passar novamente o dedo dela sem queimar.



– É legal. – Riu achando graça da sensação.

- Crianças, acho que está na hora de dormir, certo? – O pai da menina se levantou deixando o livro que estava lendo em cima da cadeira. As duas crianças concordaram se levantando sem jeito para não deixar que a manta que os cobria caísse.
Com uma lanterna o homem iluminou a barraca das crianças e os ajudou a entrar.


- Não fiquem acordados conversando e se precisarem de qualquer coisa eu estarei na barraca ao lado. – Os dois concordaram com murmúrios e se deitaram nos pequenos colchonetes que havia ali.
Joe ajeitou a manta a manta fazendo-a ficar sobre os dois enquanto a menina se encolhia.


- Tá frio. – Ela falou rindo quando ele deitou de frente pra ela.


- Você não tem medo? – Joe perguntou baixo com o rosto próximo ao dela. Demi arqueou uma sobrancelha sem entender. – Que apareça algum bicho aqui. – Deu de ombros.


- Não. – Respondeu calmamente. – Você tá aqui. – Ela sorriu sincera já de olhos fechados.
Joe observou o rosto calmo da menina que respirava tranquilamente e sentiu novamente o estranho calor que percorreu seu corpo fazendo-o corar levemente. Fechou as mãos por debaixo da manta e sentiu que apesar do frio, elas suavam.


- Boa noite, Dem. – Falou baixo também fechando os olhos.


- Boa noite, Joe.


# End of flashback

O aquecedor do carro indicava 23 graus e ainda assim a garota podia sentir suas mãos geladas e trêmulas e seus dentes que por alguma razão ficavam se batendo todo o tempo. A volta para casa agora parecia mais longa que a ida até o cemitério, ela sentia como se estivesse sentada naquele banco há horas e ainda assim estivesse longe de chegar.
Joe observava o céu ganhar um tom rosa alaranjado enquanto os carros ligavam seus faróis e as luzes da cidade se acendiam. Ele odiava ficar parado no trânsito e sempre que podia, evitava sair em horários de pico, mas lá estava ele seguindo lentamente atrás da fileira de carros. Podia sentir a inquietação da menina, fosse por suas mãos fechadas em punho ou por sua respiração que parecia totalmente desregulada.
Demi observou as pessoas passarem na rua do lado de fora, completamente alheias e absortas em seus próprios problemas. Ela se perguntou se alguém mais também havia perdido uma parte de si mesmo naquele dia. Se alguém mais podia sentir um espaço oco no coração que por vezes parecia parar de pulsar. Olhou rapidamente para o lado e viu o rosto sério de Joe que prestava atenção nas ruas. Ele sentia. E ela não gostava disso, não gostava da mania que os dois haviam adquirido desde pequenos de sentir a dor um do outro, mas era inevitável e por mais que eles tentassem fingir que estava tudo bem, sempre sabiam se estavam sofrendo.
O carro parou na vaga da garagem e Demi saiu rapidamente indo chamar o elevador, deixando Joe um pouco pra trás. Suas mãos inconscientemente estavam fechadas em punho ao lado de seu corpo e antes que ela percebesse que suas unhas estavam machucando sua palma, a mão quente deJoe encaixou-se a sua com perfeição fazendo-a soltar um suspiro como se estivesse antes prendendo a respiração.
O simples gesto de segurar a mão da garota, Joe sabia que era suficiente para acalmá-la. Ele podia saber como estava se sentindo com aquele simples toque, parecia que o contato de sua mão com a dela lhe permitia sentir o que ela estava sentindo, e vice-versa. Era mais fácil tranqüilizá-la dessa forma, especialmente quando ele nunca fora muito bom com palavras de conforto.
Entraram em casa em silêncio, que apenas foi quebrado por alguns latidos de Harte. Demi passou a mão rapidamente pela cabeça do cachorro e pegou algumas roupas entrando no banheiro em seguida. Joe suspirou pesadamente sabendo que ela iria voltar a chorar e por mais que ele odiasse vê-la daquele jeito, sabia que não havia nada que ele pudesse fazer.
Foi até a cozinha preparando um sanduíche rápido ouvindo o estômago protestar e se sentou comendo calmamente e consultando o relógio a todo o momento imaginando se demoraria muito para Demi sair do banheiro fingindo que não havia ficado intermináveis minutos chorando.
Estava observando o vazio escuro da sala quando ouviu a porta do banheiro se abrir revelando uma Demi com calça e casaco de moletom e os cabelos presos no alto da cabeça. Seu rosto não demonstrava nenhuma emoção, mas seu olhar jamais conseguiria esconder a tristeza que estava sentindo.
Joe se levantou rapidamente.

- Quer comer alguma coisa? Posso preparar um... – Antes que conseguisse terminar a frase, Demi balançou a cabeça.

- Não, obrigada. – Falou baixo. – Posso? – Perguntou apontando o quarto de Joe no andar de cima. Ele concordou balançando a cabeça sabendo que ela queria ficar sozinha. A observou subir a escada lentamente e depois o loft cair em total silêncio.

Desligou a televisão sentindo os olhos pesados e ouviu Harte ressonando no chão da sala encostado no sofá. Levantou-se sem fazer barulho e agradeceu pelo cachorro parecer estar cansado demais para se levantar junto com ele.
Joe subiu lentamente as escadas ouvindo a garota fungar no andar de cima. A única luz acesa era a do abajur ao lado da cama. Demi estava deitada de lado, suas pernas encolhidas e suas mãos embaixo da cabeça, sua respiração estava um pouco descompassada por causa do choro baixo que ainda escapava por entre seus lábios. 

- Precisa de alguma coisa? – Joe perguntou baixo chegando perto da cama. A menina balançou levemente a cabeça em negação. – Quer algum remédio pra dormir? – Novamente ela balançou a cabeça. – Quer que eu fique aqui com você? – Sentou-se na cama e viu a menina confirmar baixinho.
Deitou-se com cuidado aproximando seu corpo do dela, um de seus braços passou por debaixo da cabeça dela, e o outro a abraçou trazendo-a mais pra perto. Beijou demoradamente sua cabeça e depois seu pescoço descoberto. Entrelaçou seus dedos aos dela e acariciou as costas da mão da menina com seu polegar.

- Tá doendo. – Demi falou baixo fazendo o menino soltá-la um pouco. – Não é isso. – Bufou frustrada fazendo-o abraçá-la forte de novo. – É o coração. – Completou mais baixo.

- Se eu pudesse de alguma forma, fazer parar de doer, eu faria. – Joe falou no mesmo tom, e a menina fechou os olhos sabendo que aquilo era verdade. Se ele pudesse encontrar alguma forma de fazê-la não sofrer, então ele faria, sem hesitar. 


Continua...

Desculpa a demora mais não deixem de comentár ok ?!! kk e BEM VINDAS novas seguidoras :D


Divulgando:


18 comentários:

  1. Por mais que o pai dela fosse um cretino, era o pai dela né? Tadinha! :(
    Poste logo!! ;*

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  2. Ai que triste!!! Emocionei :'( Tadinha da Dem... Posta logo!

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  3. Ai que triste!!! Emocionei :'( Tadinha da Dem... Posta logo!

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  4. Que triste ! Peninha da dem's

    lindo o joe cuidando dela ^^

    posta logo !

    Obrigado pela divulgação =D

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  5. Tadinha da Demi eu to quase chorando aqui, por mais que eu não tivesse gostado do pai dela, pai é pai né
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    BeiJemi

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  6. OMG eu amei a historia posta logoo
    ps: seguidora nova

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  7. Amoor, pode divulgar?
    http://jemi-fic.blogspot.com.br
    Obg :)

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  8. Amei posta logo nova leitora aqui o/

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