segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Chapter Ten [Capítulo dedicado a Laura]

Joe passara pela porta de casa cambaleando, deixou que seu corpo caísse pesadamente sobre o sofá e soltou um gemido alto de dor. Seu pé machucado latejada, doendo insuportavelmente... A atadura estava encharcada de sangue, e ele mal podia por o pé no chão. A caminhada que fizera da delegacia até sua casa não fora uma boa ideia, aquilo tinha prejudicado sua melhora. 
Respirando fundo algumas vezes, Joe escorou seu pé machucado sobre a perna e começou a tirar a atadura suja... Ele mordia o próprio lábio com força, machucando a si mesmo, tentando não gritar com a dor, era incrível a vontade louca que tinha de chorar naquele momento. Ele não costumava de machucar fácil, e quando acontecia ele não sentia dor... Mais a maldita prata era seu ponto fraco, aquilo deixava marcas... Queimava como fogo.
 

_Joe?_ ele fechou os olhos com força quando ouviu seu pai chamá-lo_ meu Deus, o que houve com você?

Paul se abaixou na frente do filho, observando horrorizado a ferida no é dele que sangrava.
 

_Como fez isso Joseph?_ ele perguntou novamente.
 

_O cavalo do senhor Jackson fugiu_ o olhar dele era distante e a voz sem vida_ desculpa, temos que dar um cavalo novo pra ele agora, eu sinto muito pai.
 

Paul ficou surpreso ao ver algumas lágrimas descerem pelo rosto do filho, ele nunca vira Joseph chorar, não depois que ele crescera. Mesmo com tudo que ele era obrigado a suportar, nunca se deixava abalar, e vê-lo nesse estado agora era difícil. De partir o coração de qualquer um que olhasse.

_Joseph, filho... Me conte o que aconteceu, por favor_ ele pediu.

_Nós estávamos cavalgando_ ele murmurou ainda meio distante, os olhos fixos no vazio.

_Nós?_ Paul ergueu as sobrancelhas confuso_ nós quem?

Joseph não precisou responder para que Paul entendesse, pelo olhar dele não era difícil de adivinhar.

_Se encontrou com a noiva de Nicholas novamente?_ disse em tom repreensivo_ pensei que tivesse dito pra ficar longe dela.
 

_Mais ela levou Trovão pra me ver_ ele murmurou.
 

Paul bufou, olhando pro filho com impaciência... Esses encontros de Joseph com Demetria não eram uma boa coisa, se ela ficasse perto demais acabaria descobrindo coisas que não deveria... E então teriam um grave problema.
 

_Me conte o que aconteceu enquanto cavalgavam_ ele pediu.

_Estávamos perto da propriedade dos Burton... O cavalo se assustou com alguma coisa e acabou fugindo, não conseguia ir atrás dele_ Joseph explicou.

_O cavalo se assustou com o que?_ Paul perguntou.

A pergunta chave, era justamente aquilo que Joseph estava tentando esquecer... A imagem horrenda da mulher mutilada na floresta se instalou em sua mente, o sentimento de culpa era sufocante e as lágrimas que ele sempre continha desceram com força... Ele já matara outras pessoas antes, mais nunca chegara a ver o corpo quando estava em seu estado normal... Aquilo só podia ser obra de um monstro, ele era um monstro.
 

_Joseph olha pra mim_ Paul ordenou, segurando o rosto do filho entre suas mãos e o obrigando a ficar de cabeça erguida_ o que houve? O que assustou o cavalo?

_Um corpo_ ele sussurrou_ tinha uma mulher morta no meio das árvores, foi horrível pai... O corpo estava todo rasgado, tinha sangue pra todo lado e o cheiro era horrível pai_ ele gaguejou, soluçando e se embolando com as palavras_ fui eu... Eu a matei.

_Não filho, não foi você que matou aquela mulher, foi a fera_ ele o lembrou.

_Eu sou a fera_ Joseph gritou perdendo o controle_ esta dentro de mim, só esperando pra sair... Eu sou um monstro.

Joseph afastou as mãos do pai de seu rosto, se levantando e ignorado a dor aguda e insuportável que lhe atingiu ao apoiar o é machucado no chão. Ele apoiou as duas mãos na parede a sua frente, abaixando a cabeça e tentando controlar a confusão de sentimentos dentro de si que ameaçavam lhe levar a loucura. 

_Você não é um monstro Joseph_ Paul murmurou.

_Não... Mais tenho um preso dentro de mim_ sua voz era cortante.

_Sim, e é exatamente por isso que precisa ficar longe dela Joseph_ ele disse calmamente.

Paul observou com atenção o filho cerrar os punhos com força, não queria discutir com ele, pois nunca era boa ideia tirar Joseph do sério... Ele perdia o controle com facilidade e era mais forte do que parecia.
 

_Mais eu gosto dela_ ele disse_ ela é diferente das outras mulheres, é inteligente, divertida, decidida, delicada_ ele abriu um leve sorriso_ e a mulher mais linda que já vi na minha vida.

_Sim, ela é tudo isso_ Paul concordou_ e também é noiva. Ela vai se casar com Nicholas Hawkins, já se esqueceu disso Joseph?

_Não, eu não me esqueci_ ele estava irritado novamente, o sangue fervia só de se lembrar_ mais ela não o ama.

_E isso não é da sua conta_ o lembrou_ Nicholas é rico, bonito, um bom rapaz, estudado... Ele pode fazê-la feliz.

_Isso não é justo_ ele gritou zangado, dando um soco na parede com toda sua força_ porque ele tem que ficar com tudo?

_É por isso_ Paul sussurrou apontando pra parede.
 

Joseph erguera lentamente os olhos até a parede que ele acabara de socar... Tamanha era sua força que ele havia feito um buraco na parede, no lugar onde acertara. Havia pedaços de concreto pelo chão, e sua mão estava cortada, sangrando... Mais ele não sentia nada. Absolutamente nada, a única coisa que o feria de verdade era a prata.

_É isso filho_ Paul murmurou_ um deslize, um momento que você perca o controle pode ser suficiente pra matá-la, um acidente, sem querer... Ou ela pode estar perto demais quando você se transformar e ai será o sim. 

Somente a ideia de machucá-la era completamente dolorosa e repulsiva... O fazia se odiar profundamente.
 

_Você não quer machucá-la certo?_ ele perguntou.
 

_Não_ Joe balançou a cabeça negativamente_ mais também não quero ficar longe dela.
 

_Sei que ela é bonita e encantadora, mais ela pertence a outro e se quiser vê-la feliz... Tem que se afastar_ murmurou pondo a mão sobre o ombro do filho_ ficar junto dela só a faria sofrer.
 

Joseph se virou, escorando as costas na parede e deixando sua cabeça descansar no concreto frio... Seus olhos ardiam com as lágrimas que ele não conseguia conter... Era tão difícil a vida que ele levava, uma vida que ele não escolheu, mais que lhe foi imposta, ele não tivera nem a chance de reclamar.
 

_Tudo bem, eu vou fazer o que você quer_ a voz dele agora era vazia, sem vida alguma_ se meu destino é morrer sozinho, então que seja_ deu de ombros_ não importa mais.

_Não é o que eu quero Joseph, e sim o que é preciso_ argumentou_ e você não esta sozinho.

_Se você quisesse mesmo fazer o que era preciso, teria enfiado uma bala na minha cabeça e acabado com meu sofrimento.

_Sabe que não posso fazer isso_ sussurrou entristecido_ você é meu filho.
 

_Não fez porque é egoísta... Não se importa com o que eu sinto, mais sim com a forma como vai se sentir se fizer isso_ cuspiu as palavras_ eu nunca tive e nunca vou ter uma vida normal e a culpa é toda sua.
 
_Não diga assim, eu fiz tudo que pude pra te manter seguro.

_Não, você fez de tudo pra manter o mundo seguro... A salvo da maldita coisa dentro de mim, tem uma grande diferença Paul.

Não havia nada mais doloroso do que saber que seu filho se sentia assim... Que o culpava por seus problemas. Mais Joseph não estava errado... Paul não ficava zangado, o filho estava frustrado e precisava descontar sua tristeza em alguém, e era melhor que fosse nele e não em outra pessoa.

_Um dia você vai me agradecer por isso filho_ Paul lhe garantiu.

_Por destruir minha vida? Claro... Muito obrigada pai_ disse ironicamente.

_Não quero discutir com você, precisa cuidar desse machucado_ disse se abaixando pra analisar melhor a ferida no pé do filho.

_Não preciso da sua ajuda_ ele se afastou mancando_ posso cuidar disso sozinho.

E sem dizer mais nada, Joseph foi até seu quarto e trancou a porta... Não queria ter que encarar a realidade agora. Mais sabia que seu pai estava certo, o único jeito de manter Demetria segura era ficar bem longe dela.

Continua...

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  2. PERFEITO SIMPLESMENTE PERFEITO

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