terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chapter Twelve

Demetria e a família Hawkins estavam sentados no jardim da mansão conversando animadamente... Fazia três dias desde o ocorrido desagradável na floresta entre Demetria e Joseph, mais ela estava bem... Só sentia estranha durante a noite quando estava com Nicholas e quando ouvia aquele bendito uivo que lhe arrepiava a espinha e lhe fazia lembrar do olhar profundo de Joseph... Do medo nos olhos dele ao falar da fera. 

Demetria já começava a considerar a ideia de nunca mais ter que vê-lo quando avistou ao longe duas pessoas se aproximando a cavalo. Teve vontade de sair correndo quando viu quem era... Joseph e seu pai, trazendo mais cavalos para a maldita coleção de Jonathan.
 

_Bom dia Paul_ Jonathan disse animado_ Joseph... Vejo que trouxeram novidades para mim hoje.
 

_Sempre o melhor pra você Jon_ Paul sorriu descendo de seu cavalo.

Todos se aproximaram e Nicholas a arrastou junto... Demetria segurou a mão do noivo com força, sentindo o sangue ferver quando seu olhar encontrara o de Joseph... Ele tentara não passar nenhuma emoção, mais Demetria não estava interessada em disfarçar seu desprezo.

_Meu vizinho esta querendo se livrar de alguns cavalos, a mulher dele não gosta_ Paul disse_ são da melhor qualidade, trouxe pra você dar uma analisada e ver se te interessa. 

_Claro, vamos até o estábulo comigo_ convidou_ quer ir também Joseph? Aposto que Trovão esta sentindo sua falta.

Ele queria ver seu amigo, mais o desanimo que sentia era tanto que preferiu ficar quieto onde estava.

_Talvez outra hora_ ele forçou um sorriso.

_Você que sabe.
 

Jonathan, Denise, Kevin e Paul foram juntos ao estábulo... Joseph ficou quieto ao lado de seu cavalo, evitando o olhar de desprezo de Demetria que estava abraçada ao noivo. Era incrível como vê-la tão perto dele fazia seu corpo todo doer. Não era uma dor só emocional, era física também.
 

_Como esta o pé Jonas?_ Nicholas perguntou.

_Melhor_ deu de ombros.
 

_Então... Alguma novidade?_ ele perguntou.

_Esta mesmo interessado?_ pareceu cético.

_Não, só estava tentando ser educado_ respondeu cinicamente_ mais quem vamos enganar? Eu te odeio, você me odeia... É a lei natural da vida né? Nascemos pra ser inimigos.
 

_É_ Joseph concordou, seus olhos foram automaticamente parar em Demetria_ você nasceu pra roubar tudo àquilo que deveria ser meu... Que coisa não?
 

_Alguns nascem pra ter tudo, outros não... O que posso fazer?_ Nicholas deu de ombros sem se abalar.

Demetria se sentiu estremecer com aquele comentário, com o olhar profundo de Joseph e principalmente com o olhar mortal que seu noivo trocara com ele um minuto depois. Parecia haver algo ali que ela não entendia... Algo mais que uma simples antipatia. 

_Nicholas, nós podemos entrar?_ Demetria perguntou se virando pro noivo com impaciência.

Ela não queria mais ficar ali olhando pra Joseph... Estava começando a enlouquecer.

_Algum problema?_ ele perguntou desconfiado.

Ela se inclinou na direção dele e Joseph observou um sorriso surgir no rosto de Nicholas enquanto Demetria sussurrava algo em seu ouvido. O ódio lhe corroeu por dentro, fazendo seu sangue ferver e seu coração palpitar... Ele apertou as rédeas do cavalo com mais força, querendo simplesmente sumir dali.

_Agora?_ Nicholas ergueu as sobrancelhas confuso.

_Agora_ Demetria concordou dando-lhe as costas e correndo pra dentro de casa.

_Bom Joseph, você vai ter que me dar licença_ ele sorriu animado_ não posso deixar minha noiva esperando... Ela é insaciável.

Dessa vez Joseph não se deu ao trabalho de sorrir, só teve vontade de chorar... Enquanto via Nicholas ir atrás de Demetria ele se pegou desejando nunca ter nascido. Qualquer coisa seria melhor do que a vida maldita que ele levava. Qualquer coisa mesmo. Ele ainda não entendia o que fizera de tão ruim pra merecer aquilo. 

_Pronto Joseph_ ele se assustou ao ver seu pai aparecer do nada_ podemos ir.

Paul analisou com cuidado a expressão do filho, e acompanhou o olhar dele até a porta da mansão onde Nicholas e Demetria estavam aos beijos, sem se dar o trabalho de entrar em casa.
 

_Filho, eu...

_Não diga nada_ ele pediu_ nada do que você disser vai fazer eu me sentir melhor então por favor... Só cale a boca.
 

Ele montou em seu cavalo e não esperou o pai, só cavalgou pra longe dali.

_Ele esta bem?_ Jonathan perguntou ao amigo.

_Problemas do coração_ ele respondeu_ meu filho é forte... Ele vai superar isso.

_É coisa de jovem... Não se preocupe_ deu um tapinha no ombro do amigo_ eu sei como é difícil quando se esta apaixonado. É quase impossível esquecer, você nunca fica satisfeito ate conseguir ter aquela pessoa.
 

_Tenho que ir_ ele desconversou_ aproveite seus novos cavalos... Até mais.
 

_Tchau Paul, agente se ve por ai.
 

Se o problema de Joseph fosse só uma paixonite estava tudo bem... Mais não era só isso, era muito mais. E Paul se sentia incompetente por não por poder fazer nada pra ajudá-lo. Joseph tinha razão... A culpa era toda dele.

Continua...

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